Release

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O Espaço Zebra

O espaço é a casa e ateliê  do artista multimídia Renato Larini.

Inaugurado em de setembro de 2012, o local é um galpão de dois andares onde Larini mora e trabalha, realiza oficinas e recebe pessoas em alguns eventos.

Sextas e sábados funciona um speakeasy com drinks e comidinhas, e durante a semana o ateliê está sempre aberto para visitas, clientes.

 

Caixas de bacalhau viram móveis originais e exclusivos

O artista multimídia Renato Larini mostra nova série de móveis-objetos

 

Os móveis do coletivo Zebra são feitos a partir de materiais que foram descartados como sobras de madeira, móveis antigos, pés de madeira ou ferro de sofás inutilizados, caixas de bacalhau, arquivos de ferro, andaimes, entre outros.

 

GaveteiroNa série de caixas de bacalhau, os móveis-objetos ganham tratamento em cêras naturais e remetem às referências já encontradas no trabalho fotográfico e multimídia do artista: o dadaísmo, futurismo, Bauhaus e pop arte.

 

As caixas de bacalhau de madeira pinho de riga são normalmente vindas da Noruega e suportam até 50 quilos do peixe. Os empórios da região cerealista as descartam depois de retirar o produto e elas normalmente são jogadas no lixo.

 

Larini, circulando pelas ruas em busca de temperos e ingredientes para os pratos que gosta de fazer na sua casa/ateliê/galeria se deparou com as caixas e logo as recolheu para outro fim: a utilização delas para a produção de móveis reciclados e originais.

 

Das ruas do centro de SP, elas são então levadas ao ateliê do artista, onde recebem um tratamento especial – são queimadas para retirar o cheiro forte e recebem um banho de cera com óleos especiais criado por Larini e também um polimento para então serem utilizadas como suportes para mesas, estantes, bancos e outros móveis e objetos.

 

A primeira série, de apenas 10 peças, feitas em dezembro de 2010 foram comercializadas no ateliê do artista, que já desenvolveu 18 novos modelos, entre bancos, estantes, mesas e armários.

 

Além das caixas de bacalhau – que servem de base para todas as peças, das formas mais variadas – Larini também usa fórmica, madeira de refugo que recolhe de grandes empresas, gavetas, pés e outros materiais encontrados nas caçambas ou em bazares e feiras.

 

“Muita gente fala em sustentabilidade e essa onda reciclável, não adianta sair por ai tentando reciclar paletes e outros materiais e fazer utilitários sem um bom design, pois a chance deles voltarem ao lixo é grande. Eu dou a meu objetos e móveis um tratamento especial para nunca mais voltarem para o lixo”, diz Larini.

 

Móveis-objeto assinados pelo designer Renato Larini

 

Os móveis-objeto criados no Espaço Zebra partem do princípio de que a mobília também pode ser uma obra de arte – não das que ficam empoeiradas nas paredes cirurgicamente brancas das galerias, mas daquelas que são usadas no cotidiano.

 

Com referências que partem das colagens, das ideias dadaístas, do construtivismo, Bauhaus e futurismo, além da estética favela, dos ready mades e do upcycling, os objetos são criados pelo designer Renato Larini, que assina todas as peças.

 

Os móveis são feitos a partir de materiais que foram descartados como sobras de madeira, móveis antigos, pés de madeira ou ferro de sofás inutilizados, caixas de bacalhau, arquivos de ferro, andaimes, entre outros garimpados em ferro velhos, armazéns, depósitos, bazares, etc.

 

 

Série Codfather – Caixas de Bacalhau

 

DSC_2455Na série de caixas de bacalhau, os móveis-objeto ganham tratamento em ceras naturais e remetem às referências já encontradas no trabalho fotográfico e multimídia do artista: o dadaísmo, futurismo, Bauhaus e pop arte.

 

As caixas de bacalhau de madeira pinho de riga são normalmente vindas da Noruega e suportam até 50 quilos do peixe e são descartadas depois de retirado o produto.

 

Larini, circulando em busca de temperos e ingredientes para os pratos que gosta de fazer na sua casa/ateliê/galeria se deparou com as caixas e logo as recolheu para outro fim: a utilização delas para a produção de móveis.

 

Das ruas e das regiões portuárias, elas são então levadas ao ateliê do artista, onde recebem um tratamento especial – são queimadas para retirar o cheiro forte e recebem um banho de cera com óleos especiais criado por Larini e também um polimento para então serem utilizadas como suportes para mesas, estantes, bancos e outros móveis e objetos.

 

A primeira série, de apenas 10 peças, feitas em dezembro de 2010 foram parcialmente comercializadas no ateliê do artista, que já desenvolveu 18 novos modelos, entre bancos, estantes, mesas e armários.

 

Além das caixas de bacalhau – que servem de base para todas as peças, das formas mais variadas – Larini também usa fórmica, madeira de refugo que recolhe de grandes empresas, gavetas, pés e outros materiais encontrados nas caçambas ou em bazares e feiras.

 

“Muita gente fala em sustentabilidade e essa onda reciclável, não adianta sair por ai tentando reciclar paletes e outros materiais e fazer utilitários sem um bom design, pois a chance deles voltarem ao lixo é grande. Eu dou aos meus objetos e móveis um tratamento especial para nunca mais perderem o valor”, diz Larini.

 

Destaques da série:

 

Mesa Mosaico

 

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A mesa foi feita em compensado naval tratado,com tampo feito a partir das laterais das caixas de bacalhau, formando um mosaico. A gaveta é de um móvel antigo de escritório da década de 50 e que não pôde ser aproveitado – restou a gaveta, usada para completar a peça.

 

 

 

 

 

 

Aparador Sushi

 

Zebra_Moveis-9453Criado a partir de um gaveteiro antigo e reaproveitado, o aparador traz na parte da frente o espelho das gavetas feitos a partir da tampa das caixas de bacalhau. Como numa brincadeira, Renato Larini decidiu estampar a frente com uma serigrafia própria, de um peixe, criada a partir de livros de ilustrações em nanquim.

Os puxadores são feitos de carimbos antigos também reaproveitados para finalizar a colagem.

 

 

 

Série Bauhaus Favela

 

_MG_7278Pensando sempre no reaproveitamento dos materiais, o designer Renato Larini decidiu aproveitar os refugos de madeiras das marcenarias da região do ateliê dele, situado no bairro do Bixiga, para criar a série de estantes.

 

Com centenas de pedaços de madeira diversos, ele reúne algumas peças para montar, como num quebra-cabeças, os móveis-objeto, que são todos diferentes entre si.

 

As linhas retas remetem à simplicidade modernista e construtivista da estética Bauhaus, sem ornamentos, e lembram também os puxadinhos das favelas, feitos a partir de madeiras resgatadas de canteiros de obras.

 

Na finalização, Larini faz interferências nas peças: usa serras para fazer esferas, parafusos aparentes, assimetrias e finalização em cera para transformar cada peça.

 

Série Vírus

 

Zebra_Moveis-9372A série é inspirada nos ready mades de Duchamp, e utiliza móveis em ferro, como arquivos, gaveteiros, gabinetes de cozinha, entre outros, todos reaproveitados.

 

A estética das peças, sempre finalizadas em madeira, ferro e outros materiais, são inspiradas em seres como as imagens computadorizadas de vírus (gripe, ebola, etc), além de outras imagens de naves espaciais e robôs criados em filmes e séries de ficção científica da década de 50, e também de componentes eletrônicos.