Release

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arte. galeria. gastronomia

 

O Espaço Zebra

O espaço é a casa-galeria e ateliê aberto do artista multimídia Renato Larini que abriga exposições de fotografias, telas, serigrafia, videoarte e objetos.

 

Inaugurado em de setembro de 2012, o local é um galpão de dois andares onde Larini mora e mostra seus trabalhos, realiza oficinas e recebe pessoas em alguns eventos para conversar e tomar uma cerveja, sempre com quitutes preparados por ele e outros integrantes do coletivo Zebra.DSC_2596

 

No primeiro andar, a galeria abriga obras em fotografia, serigrafia, video arte e marcenaria e reúne ainda espaço de café e gastronomia.

 

No segundo andar funciona o estúdio e laboratório de fotografia e vídeo e também a casa do artista, além de um quintal com mesinhas e uma cozinha.

 

“A ideia é antiga e ganhou força depois de uma temporada de cinco anos em Londres, onde os squats e as galerias mais alternativas acabam reunindo pessoas e mostrando o mais novo e criativo nas artes”, destaca Renato Larini.

 

Aos sábados, o artista reúne algumas pessoas e oferece um cardápio sempre diferente, e durante a semana, o ateliê está sempre aberto para visitas, clientes e interessados em conhecer o Zebra e comprar um dos produtos feitos ali mesmo: móveis, objetos, fotografias.

Os móveis, inclusive, são um destaque: todas as peças usam como recursos caixas de bacalhau, sobras de madeiras, peças encontradas em ferros velhos e caçambas, entre outros (fotos disponíveis).

“O Zebra oferece um espaço diferente: com personalidade, descontraído e ao mesmo tempo com opções bastante exclusivas de peças e ainda um ponto de encontro de interessados em arte, design, boa música e que encontram aqui uma espécie de refúgio na mesmice de lugares quase hospitalares em SP”, conta Néli Pereira, jornalista, esposa de Larini e gerente do espaço.

 

Caixas de bacalhau viram móveis originais e exclusivos

O artista multimídia Renato Larini mostra nova série de móveis-objetos

 

Os móveis do coletivo Zebra são feitos a partir de materiais que foram descartados como sobras de madeira, móveis antigos, pés de madeira ou ferro de sofás inutilizados, caixas de bacalhau, arquivos de ferro, andaimes, entre outros.

 

GaveteiroNa série de caixas de bacalhau, os móveis-objetos ganham tratamento em cêras naturais e remetem às referências já encontradas no trabalho fotográfico e multimídia do artista: o dadaísmo, futurismo, Bauhaus e pop arte.

 

As caixas de bacalhau de madeira pinho de riga são normalmente vindas da Noruega e suportam até 50 quilos do peixe. Os empórios da região cerealista as descartam depois de retirar o produto e elas normalmente são jogadas no lixo.

 

Larini, circulando pelas ruas em busca de temperos e ingredientes para os pratos que gosta de fazer na sua casa/ateliê/galeria se deparou com as caixas e logo as recolheu para outro fim: a utilização delas para a produção de móveis reciclados e originais.

 

Das ruas do centro de SP, elas são então levadas ao ateliê do artista, onde recebem um tratamento especial – são queimadas para retirar o cheiro forte e recebem um banho de cera com óleos especiais criado por Larini e também um polimento para então serem utilizadas como suportes para mesas, estantes, bancos e outros móveis e objetos.

 

A primeira série, de apenas 10 peças, feitas em dezembro de 2010 foram comercializadas no ateliê do artista, que já desenvolveu 18 novos modelos, entre bancos, estantes, mesas e armários.

 

Além das caixas de bacalhau – que servem de base para todas as peças, das formas mais variadas – Larini também usa fórmica, madeira de refugo que recolhe de grandes empresas, gavetas, pés e outros materiais encontrados nas caçambas ou em bazares e feiras.

 

“Muita gente fala em sustentabilidade e essa onda reciclável, não adianta sair por ai tentando reciclar paletes e outros materiais e fazer utilitários sem um bom design, pois a chance deles voltarem ao lixo é grande. Eu dou a meu objetos e móveis um tratamento especial para nunca mais voltarem para o lixo”, diz Larini.

 

Móveis-objeto assinados pelo designer Renato Larini

 

Os móveis-objeto criados no Espaço Zebra partem do princípio de que a mobília também pode ser uma obra de arte – não das que ficam empoeiradas nas paredes cirurgicamente brancas das galerias, mas daquelas que são usadas no cotidiano.

 

Com referências que partem das colagens, das ideias dadaístas, do construtivismo, Bauhaus e futurismo, além da estética favela, dos ready mades e do upcycling, os objetos são criados pelo designer Renato Larini, que assina todas as peças.

 

Os móveis são feitos a partir de materiais que foram descartados como sobras de madeira, móveis antigos, pés de madeira ou ferro de sofás inutilizados, caixas de bacalhau, arquivos de ferro, andaimes, entre outros garimpados em ferro velhos, armazéns, depósitos, bazares, etc.

 

 

Série Codfather – Caixas de Bacalhau

 

DSC_2455Na série de caixas de bacalhau, os móveis-objeto ganham tratamento em ceras naturais e remetem às referências já encontradas no trabalho fotográfico e multimídia do artista: o dadaísmo, futurismo, Bauhaus e pop arte.

 

As caixas de bacalhau de madeira pinho de riga são normalmente vindas da Noruega e suportam até 50 quilos do peixe e são descartadas depois de retirado o produto.

 

Larini, circulando em busca de temperos e ingredientes para os pratos que gosta de fazer na sua casa/ateliê/galeria se deparou com as caixas e logo as recolheu para outro fim: a utilização delas para a produção de móveis.

 

Das ruas e das regiões portuárias, elas são então levadas ao ateliê do artista, onde recebem um tratamento especial – são queimadas para retirar o cheiro forte e recebem um banho de cera com óleos especiais criado por Larini e também um polimento para então serem utilizadas como suportes para mesas, estantes, bancos e outros móveis e objetos.

 

A primeira série, de apenas 10 peças, feitas em dezembro de 2010 foram parcialmente comercializadas no ateliê do artista, que já desenvolveu 18 novos modelos, entre bancos, estantes, mesas e armários.

 

Além das caixas de bacalhau – que servem de base para todas as peças, das formas mais variadas – Larini também usa fórmica, madeira de refugo que recolhe de grandes empresas, gavetas, pés e outros materiais encontrados nas caçambas ou em bazares e feiras.

 

“Muita gente fala em sustentabilidade e essa onda reciclável, não adianta sair por ai tentando reciclar paletes e outros materiais e fazer utilitários sem um bom design, pois a chance deles voltarem ao lixo é grande. Eu dou aos meus objetos e móveis um tratamento especial para nunca mais perderem o valor”, diz Larini.

 

Destaques da série:

 

Mesa Mosaico

 

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A mesa foi feita em compensado naval tratado,com tampo feito a partir das laterais das caixas de bacalhau, formando um mosaico. A gaveta é de um móvel antigo de escritório da década de 50 e que não pôde ser aproveitado – restou a gaveta, usada para completar a peça.

 

 

 

 

 

 

Aparador Sushi

 

Zebra_Moveis-9453Criado a partir de um gaveteiro antigo e reaproveitado, o aparador traz na parte da frente o espelho das gavetas feitos a partir da tampa das caixas de bacalhau. Como numa brincadeira, Renato Larini decidiu estampar a frente com uma serigrafia própria, de um peixe, criada a partir de livros de ilustrações em nanquim.

Os puxadores são feitos de carimbos antigos também reaproveitados para finalizar a colagem.

 

 

 

Série Bauhaus Favela

 

_MG_7278Pensando sempre no reaproveitamento dos materiais, o designer Renato Larini decidiu aproveitar os refugos de madeiras das marcenarias da região do ateliê dele, situado no bairro do Bixiga, para criar a série de estantes.

 

Com centenas de pedaços de madeira diversos, ele reúne algumas peças para montar, como num quebra-cabeças, os móveis-objeto, que são todos diferentes entre si.

 

As linhas retas remetem à simplicidade modernista e construtivista da estética Bauhaus, sem ornamentos, e lembram também os puxadinhos das favelas, feitos a partir de madeiras resgatadas de canteiros de obras.

 

Na finalização, Larini faz interferências nas peças: usa serras para fazer esferas, parafusos aparentes, assimetrias e finalização em cera para transformar cada peça.

 

Série Vírus

 

Zebra_Moveis-9372A série é inspirada nos ready mades de Duchamp, e utiliza móveis em ferro, como arquivos, gaveteiros, gabinetes de cozinha, entre outros, todos reaproveitados.

 

A estética das peças, sempre finalizadas em madeira, ferro e outros materiais, são inspiradas em seres como as imagens computadorizadas de vírus (gripe, ebola, etc), além de outras imagens de naves espaciais e robôs criados em filmes e séries de ficção científica da década de 50, e também de componentes eletrônicos.

 

 

 

Renato Larini

 

10666025_954511351241661_1761300153_nNascido no interior do Paraná, o multimídia Renato Larini vem trabalhando com performances audiovisuais, instalações radiofônicas, video arte, fotografia, serigrafia e colagem desde 1989.

 

Na década de 90, ele foi um dos fundadores do coletivo Peixe Cachorro, em Curitiba, conhecido como um espaço revolucionário e de vanguarda na capital paranaense.

 

Durante esse período, ele ainda trabalhou como produtor e apresentador de rádio dos programas Fusão Cultural, Antifonia, Freak Saci e Picilone na Rádio Educativa do Paraná e também atuou na area criação de arte da TV Educativa, sucursal da TV Cultura no PR.

 

Larini explora diferentes técnicas e usa o imaginário urbano, o homem moderno e a relação com o aparato econômico e consumista, além da relação com a natureza.

 

Como resultado, ele nos apresenta seres modificados geneticamente – como uma boneca com braços humanos, ou um escaravelho de saias, ou mesas feitas de caixas de bacalhau e serigrafadas com a anatomia de peixes pré-históricos.

 

O artista demonstra influência direta dos movimentos artísticos revolucionários das décadas de 20 e 60 na estética dos trabalhos de colagem, fotografia e video arte, além da sua visão sobre a obra de arte e seu espaço.

 

Justamente por causa desse teor crítico e estética vanguardista, ele teve o programa Picilone banido do radio no Paraná em 2004 por comparar o empresário Roberto Marinho ao famoso personagem Cidadão Kane, mixando nas ondas sonoras discursos do próprio Marinho com trechos do filme “Muito Além do Cidadão Kane”.

 

No mesmo ano, se mudou para Londres, onde trabalhou como motion graphics designer, fotógrafo e designer freelance, com atuações na renomada Burst-TV, e destaque para atuação como parte da equipe de criação em pós produção dos vídeos da banda Pet Shop Boys que foram rodados durante a turnê Fundamental.

 

De volta ao Brasil, ele vem trabalhando como freelance para empresas londrinas e brasileiras e mais recentemente no seu estúdio e ateliê, o Espaço Zebra.